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O maior desafio da actualidade é a globalização da informação e do sistema financeiro a par da limitação dos recursos do nosso planeta. No limiar de uma nova era, também o exercício da arquitectura exige uma nova atitude.
A sustentabilidade implica ambiente, mas também economia, tecnologia, cultura e comunicação, bem como uma gestão cada vez mais rigorosa mas sobretudo cada vez mais centrada no indivíduo, pese embora a cada vez maior diversidade e imprevisibilidade de sensibilidades.
A materialização do espaço e do tempo, condicionada por um excesso de regulamentação muitas vezes deficiente, inadequada e descoordenada, pressupõe a invenção e construção da realidade com base em ideias novas e despidas de preconceitos. Neste processo é fundamental o respeito pela tradição, o legado ético e histórico, e o conhecimento da natureza do objecto da intervenção. A ‘metropolização’ do habitat e o consequente abandono das áreas rurais, a dependência da tecnologia e a vivência em ‘rede’, são uma nova realidade. A ancestral interacção entre o natural e o artificial, tem hoje um novo desafio, o virtual.
E no entanto, nunca, como hoje, estivemos sujeitos à pressão dos objectivos e dos resultados, à pressão de uma realidade cada vez mais pragmática.